No âmbito do 52.º aniversário da Revolução de Abril, o Grupo disciplinar de História, em colaboração com a Biblioteca, realizou uma atividade simbólica de comemoração da data.
Cinco alunos do 11.º ano do CCH de Línguas e Humanidades vestiram a pele dos jovens Capitães que na madrugada de 25 de abril de 1974 derrubaram a ditadura que dominava Portugal há mais de quatro décadas. Neste caso em vez da espingarda G3, levaram consigo um cravo e o poema de Manuel Alegre “Letra para um Hino” que foi lido em todas as salas e distribuído a professores e ao delegado de turma.
Letra para um Hino
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo.
É possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre
A designação “Revolução dos Cravos” deve o seu nome ao gesto simbólico de colocar cravos vermelhos nos canos das espingardas dos militares e nas suas fardas. A população saiu à rua para apoiar o levantamento militar contra a ditadura e a florista Celeste Caeiro, ao ver os soldados, distribuiu os cravos que trazia para vender, gesto que foi imitado por outros, simbolizando o caráter pacífico da revolta.
Os alunos aproveitaram também para fazer um breve enquadramento dos acontecimentos ocorridos há 52 anos que permitiram a realização das primeiras eleições, verdadeiramente livres, no nosso país. Realçando a elevada participação (91,7% dos portugueses recenseados, votaram) e o civismo com que decorreram as eleições para a Assembleia Constituinte.
A 2 de abril de 1976 foi aprovada a Constituição da República Portuguesa, entrando em vigor a 25 de abril desse mesmo ano, celebrando-se este ano o seu 50º aniversário. A Constituição tem sido a base da nossa democracia, assegurando o primado do Direito e a garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos ao longo destas últimas cinco décadas.
Francisco Marinho





