No passado dia 26 de março as turmas O, P, R e S, do 11º ano, realizaram uma visita de estudo a Trancoso e ao museu Aristides de Sousa Mendes, organizada pelos professores Francisco Marinho e Graça Castro. A visita realizou-se no âmbito das disciplinas de História A e B e ainda de Cidadania e Desenvolvimento.
Em Trancoso, os alunos tiveram oportunidade de ficar a conhecer, através de uma visita competentemente guiada, algumas particularidades desta linda Aldeia Histórica. Rodeada por uma cintura de muralhas medieval, com um vasto património arquitetónico e um castelo milenar, é um lugar repleto de História e estórias. Uma das suas míticas figuras é Gonçalo Anes Bandarra, famoso poeta, profeta e sapateiro que nasceu e viveu em Trancoso, no séc. XVI e que foi vítima da Inquisição.
Médico e filósofo judeu, nomeado médico chefe da Corte do rei de Portugal em 1632, Isaac Cardoso foi outra das grandes figuras históricas nascidas em Trancoso e cujo Centro de Interpretação da Cultura Judaica, tivemos oportunidade de visitar
Houve ainda tempo para apreciara as sardinhas doces, a mais famosa iguaria de Trancoso.
O Museu Aristides de Sousa Mendes, alojado na icónica Casa do Passal, abriu as suas portas no dia 19 de julho de 2024, data do aniversário de Aristides de Sousa Mendes, pelo então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Este museu celebra a memória de um homem que salvou milhares de pessoas do horror do holocausto. Um verdadeiro marco elogiado pelo Papa Francisco e pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.
O museu evoca os valores da tolerância e da paz, perpetuando o legado e a memória de Aristides de Sousa Mendes, o prestigiado diplomata que salvou 30.000 vidas do holocausto, emitindo freneticamente vistos individuais ou familiares. Mesmo contra as regras do ditador Salazar. Aristides de Sousa Mendes seguiu os ditames da sua própria consciência moral numa missão sem precedentes a salvar vidas humanas, feita por uma só pessoa.
Ao longo da visita pelo museu, os alunos, mais do ouvir a falar sobre o ato heroico de Aristides de Sousa Mendes, puderam perceber que os valores, que nortearam a sua atitude humanística, são tão pertinentes em 2026 como eram em 1940.











