No âmbito da celebração do “Día de Muertos”, optamos este ano por destacar uma tradição mexicana de origem indígena, cujas raízes remontam às civilizações pré-hispânicas. Foi distinguida pela UNESCO (em 2003) como Obra Mestra do Património Oral e Intangível da Humanidade e está intimamente relacionada com a valorização do ciclo da vida, pela homenagem aos antepassados.
Para assinalar esta data os alunos de Espanhol do 3.° ciclo foram desafiados a participar no Concurso Nacional “Catrin’Arte”, explorando a figura de “La Catrina” (personagem criada por José Posada), como representação humorística da morte. Os trabalhos criados foram expostos nas Bibliotecas da ESCA e da Escola Básica de Gualtar, onde se procedeu à seleção dos trabalhos que irão representar o nosso agrupamento neste concurso nacional, organizado pelo grupo “Sin fronteras, profesores de Español en Portugal”.


No âmbito da exploração destas tradições ancestrais que integram o património vivo do México e do mundo, as alunas do 8.° E organizaram também uma feirinha de docinhos na sala do aluno e partilharam na turma o pan de muerto caseiro. Trata-se de um pão doce mexicano tradicionalmente feito para o Dia dos Mortos. É um pão macio e perfumado com laranja e anis, decorado com formas de ossos e uma pequena bola no centro que simbolizam a caveira, os ossos e o ciclo da vida e morte. A receita envolve uma massa que é assada e depois pincelada com manteiga derretida e polvilhada com açúcar enquanto ainda está quente.


Todos os trabalhos realizados fazem parte de uma profunda reflexão sobre efemeridade da vida e sobre a importância de que se reveste a valorização do passado na plena compreensão do tempo presente.
Professoras dinamizadoras: Maria de Lurdes Martins e Rosário Cacholas











