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Uma Aventura Eco-Escolar no Parque das Nações!

No dia 30 de abril os alunos das turmas 5ºF e 8ºD da EB de Gualtar realizaram uma visita de estudo a Lisboa, no âmbito do programa Eco-Escolas, a qual se revelou uma experiência inesquecível.

A viagem começou bem cedo, na estação de Braga, com destino à Gare do Oriente e, para alguns alunos, foi a primeira vez que fizeram uma viagem longa de comboio – uma estreia repleta de entusiasmo! A visita foi acompanhada pelas coordenadoras do Eco-Escolas, Fátima Gaspar e Raquel Malheiro, e pelas diretoras de turma, Frederica Cascão e Nuna Magalhães, articulando-se as Ciências, a Educação Visual, a Matemática e o Português.

Já no Parque das Nações, os alunos participaram no peddy paper “Missão Eco exploradores no Parque das Nações”, com equipas mistas do 2.º e 3.º ciclos.

Por volta das 12 horas, as turmas chegaram de comboio à Gare do Oriente. De seguida, entraram no Parque das Nações, onde permaneceram o resto do dia. À entrada passaram pela escultura “Homem Sol” e cada grupo tirou uma fotografia “criativa”. A estátua suscitou muita curiosidade, pelo que ela representava. Tinha uma forma muito estranha e esta emitia raios que atraíam o Sol. Também foi divertido passarem pela mascote da expo 98: “O Gil” e imaginarem a animação das pessoas nessa altura.

No coração do Parque…

No coração do Parque encontraram uma impressionante escultura de arte urbana chamada Lince Ibérico. Esta escultura é composta por uma variedade de peças de metal, plástico, borracha e outros materiais descartados, que foram transformados numa representação realista do animal.

Ao observar a escultura tiveram oportunidade de aprender, um pouco mais, sobre a diversidade de espécies que caminham pelo nosso planeta, a importância da reciclagem e que devemos sempre reutilizar materiais. O Lince Ibérico para além de transmitir uma mensagem sobre a preservação da vida selvagem e a importância da natureza, é o local ideal para visitas.  

Quando terminaram de admirar a escultura Lince de Bordado 2, seguiram para o Pavilhão de Portugal, que fica ali perto, cujo arquiteto responsável por esse espaço é o famoso Álvaro Siza Vieira. Este edifício, naquele momento, estava a ser usado como palco para um concerto, devido a um evento especial de comemoração, que estava a acontecer naquele dia.

Um Pavilhão com a nossa História …

O Pavilhão de Portugal, que é mesmo muito importante, porque representa um marco enorme na arte contemporânea portuguesa e, hoje em dia, já é considerado património português. Esse pavilhão foi construído com base numa ideia muito criativa, que era parecer uma folha pousada em cima de dois tijolos, como se estivesse a flutuar. E realmente, quando se olha bem, dá essa impressão. Esta construção foi feita com o propósito da Expo 98, que aconteceu em Lisboa, e foi um evento mundial muito importante para o nosso país. Este edifício acabou por ganhar o Prémio Valmor nesse mesmo ano, 1998, devido à sua arquitetura única e inovadora, que chamou a atenção de muita gente.

O Oceanário, a cascata, a água…

Depois de visitarem o Pavilhão de Portugal, o grupo dirigiu-se ao Oceanário, onde apreciaram a sua mascote – o Vasco – mas como não tinham muito tempo, não conseguiram visitar o interior do Oceanário, algo que os desiludiu, mas ficou a promessa de regressarem, quem sabe, numa outra visita de estudo. O Oceanário é um aquário XXL que recebe anualmente 1 milhão de pessoas. Este espaço foi inaugurado em 1998 no âmbito da “Expo 98”, cujo tema foi “Os oceanos: um património para o futuro”. O grupo ficou curioso porque queria saber o que está dentro do oceanário. 

Ainda de manhã, foram para o jardim da água, um lugar incrível e refrescante. A sua cascata de água faz um som de chuva muito agradável e o grupo tirou várias fotografias e passou por debaixo da cascata.

Já depois de almoçar, foram visitar o Jardim das Ondas, a melhor parte do dia, pois foi o momento mais animado do dia.

O grupo pousou as mochilas num banco e começaram todos a brincar, uns a correr atrás dos outros, outros a fazerem um piquenique e outros a tirarem fotografias.

Entre o ar e o mar …

Finalmente foram ao teleférico. Alguns alunos estavam nervosos e outros ansiosos. As turmas dividiram-se em grupos repartidos entre as cabines.

A vista de lá de cima era incrível, dava para ver o rio Tejo, os prédios, as torres e até as pessoas lá em baixo, pareciam formigas. Toda a turma estava entusiasmada. Alguns gritavam, outros tiravam fotos. O teleférico andava devagar, o que ajudou a ver tudo com calma. Lá em cima era mais tranquilo, como se o mundo estivesse em câmara lenta por uns minutos.

No final deste dia memorável, as turmas ficaram a falar ou a descansar, uns riram-se e outros ficaram calados, a observar tudo com curiosidade. Andar de teleférico foi bom e foi uma experiência inesquecível.